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O triunfo do iPad na Biblioteca

Hoje de manhã recebi uma turma de 7.º ano na Biblioteca, constituída por jovens de 12/13 anos. O objectivo era experimentarem novas formas de leitura em ambiente digital e conhecer o grau de aceitação dos novos dispositivos nos hábitos de leitura.

Os dispositivos utilizados foram o Sony Reader Touch Edition, equipado com mais de uma centena de ebooks, entre os quais muitos de literatura infanto-juvenil (das colecções «Uma Aventura», «Triângulo Jota», etc.) e o iPad, com os mesmos títulos e mais alguns de utilização específica nesta plataforma (Alice para iPad (em inglês), «A Menina do Narizinho Arrebitado» (em português) e «Os três porquinhos» (em inglês e francês)).

A sessão começou pelo e-reader. Os alunos apreciaram a facilidade de utilização, a funcionalidade touch, a qualidade do texto («parece papel») a possibilidade de sublinharem o texto e tomar notas.

Seguiu-se o iPad e o ambiente da sessão transformou-se radicalmente: os olhos brilhantes, as cabeças mais juntas, os dedos mais rápidos, perguntas em catadupa («quanto custa?», «dá para ir à net?», «podemos requisitá-lo?», «dá para escrever?», «podemos fazer aqui os trabalhos?», «onde podemos arranjar estes livros?»).

O e-reader passou a circular apenas pelos que aguardavam a sua vez no iPad. Tenho já quase uma centena de aplicações no iPad, não houve tempo para os alunos experimentarem todas, mas as preferidas foram  os livros (sim, do que gostaram mais foi dos livros, sobretudo dos interactivos), o Google Earth (ver a escola, a sua casa, a casa da avó…), as flahs cards para aprendizagem do inglês (sobretudo as que lhes permitiam gravar a sua voz) e apps musicais.

Concluindo: estou convencido de que o iPad ditará o fim dos e-readers para leitura de ebooks, já que os e-readers apenas ganham ao iPad na duração da bateria e no conforto da leitura para os olhos (apenas valorizável para os nossos hábitos de longas horas a ler, menos pertinente para os hábitos dos jovens, que dificilmente aguentam mais de 45 minutos de leitura seguida). Na biblioteca, pela experiência de hoje, o e-reader apenas será usado quando o iPad estiver ocupado ou acabar a bateria…

Biblioteca digital

Biblioteca digital Europeana é lançada amanhã

A biblioteca digital Europeana é um projecto da Comissão Europeia que tornar acessível num portal apenas o património das bibliotecas nacionais da Europa. Este portal multilingue vai permitir visualizar livros raros, antigos ou esgotados, pinturas, músicas, manuscritos e mapas, que, numa primeira fase, totalizarão dois milhões de obras, sendo que o objectivo é que em 2010 estejam acessíveis oito milhões.

Viviane Reding, comissária europeia da Sociedade de Informação e Media, afirma que a «Europeana representa uma aliança inédita entre as novas tecnologias e o mundo da cultura» e sublinha que «a forma como cada um terá acesso a partir de agora ao património cultural europeu» será modificada de maneira profunda.

De acordo com Lusa, entre as primeiras obras de arte acessíveis na Europeana vão estar clássicos da literatura como «A Divina Comédia» de Dante, documentos históricos como a Magna Carta britânica, pinturas, gravações e manuscritos de compositores célebres como Beethoven e Mozart.

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Biblioteca Digital de Botânica em Coimbra

A cidade de Coimbra conta já com uma Biblioteca Digital de Botânica (BDB/FCTUC), um sítio inaugurado recentemente pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Um conjunto de fotografias, postais, desenhos, aguarelas e outras ilustrações do séc. XIX até meados do séc. XX permitem reconstituir algumas das actividades do Instituto Botânico e do seu Jardim, no território português e nas suas antigas colónias.

Estes materiais gráficos estão a ser progressivamente catalogados no SIIB/UC – Serviço Integrado de Informação Bibliográfica da Universidade de Coimbra.

Os materiais já disponibilizados podem ser consultados aqui.