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Biblioteca Joanina

Outubro 19, 2010

Reportagem do Jornal Expresso sobre a Biblioteca Joanina, da Universidade de Coimbra, com uma excelente fotogaleria

Amplify’d from aeiou.expresso.pt

O encanto da Joanina vai para além das lombadas douradas. Os portugueses podem conhecer os segredos da biblioteca da Universidade de Coimbra, que abre no próximo mês os seus subterrâneos para visitas. Espreita nesta fotogaleria as preciosidades que por lá se encontram

Joia do século XVIII, a Biblioteca Joanina, integrada na Universidade de Coimbra, mantém-se em plena atividade: recebe centenas de visitantes diariamente e as suas obras estão disponíveis para serem consultadas

2. GOOGLE MAPS À SÉC. XVI

Uma das cópias das tábuas dos roteiros do vice-rei D. João de Castro na Índia é provavelmente a peça mais valiosa da biblioteca. Datada do século XVI, é a única com os desenhos. Como as outras maiores raridades do espólio de Coimbra, está guardada no cofre do edifício central.

3. À PROVA DE MORCEGOS

Quando a biblioteca fecha, as mesas são cobertas com peles para as proteger das fezes dos morcegos. Animais que não são exterminados porque se alimentam dos insetos que danificam os livros. Há registos de peles compradas à Rússia já no século XVIII para preservar as mesas.

4. À MÃO DE QUEM PRECISA

Os 59 mil livros guardados na Joanina podem ser consultados. Basta avisar com 24 horas de antecedência. A obra será transportada para o edifício da Biblioteca Geral, onde poderá ser estudada. No local do livro requisitado, fica um papel com o aviso de uma obra ausente.

5. SALA DE VISITAS DE LUXO

Quando há doutoramentos honoris causa, o cortejo de sábios vai da Joanina à Sala dos Capelos. Concertos e cerimónias também podem ali ter lugar. O conjunto da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra – o edifício e o conteúdo – é candidato a Património Europeu.

6. SEGREDOS POR AVALIAR

O valor das obras da Joanina não está completamente quantificado. Seguros feitos ocasionalmente servem de referência, mas ainda persistem segredos. Como as escadas originais, que ficam escondidas entre as estantes… Avaliações totais são impossíveis porque o espólio é incalculável.

7. LONGUÍSSIMA HISTÓRIA

A biblioteca de Coimbra começou a surgir em Lisboa. A primeira referência é sobre infiltrações (1513)! É a mais antiga do país e das mais antigas da Europa. O edifício da Joanina começou a ser construído em 1717 e ficou pronto em 1828, mas não abriu devido à resistência política.

8. JOIAS DA CIVILIZAÇÃO

As obras mais raras estão no cofre, como uma primeira edição dos “Lusíadas”, uma “Bíblia” mais valiosa do que a primeira editada por Gutemberg, os roteiros de D. João de Castro ou a “Bíblia Hebraica”, que cada embaixador de Israel colocado em Portugal faz questão de visitar pessoalmente.

9.ESTAMPAS CHINESAS

As madeiras da Joanina são pintadas com delicados motivos orientais. Conhecidas como as chinoiseries, visam representar o cosmopolitismo do reinado de D. João V, o patrono da biblioteca. Tinham-lhe pedido uma nova sala, mas o soberano construiu um edifício para guardar livros.

10. A MAIS RARA MARCA

As capas da biblioteca dos Távora foram arrancadas à espada e as obras ficaram sem as marcas heráldicas, retiradas por oficiais às ordens do marquês de Pombal. Mas, num canto da biblioteca, uma capa da crónica de Fernão Lopes sobreviveu à fúria política da altura.

As estantes da Joanina primam não só pelo que contêm mas pela própria beleza. O problema é que há livros a mais para estantes a menos. Todos os cantos servem para acomodar as páginas da História de Portugal. E a cada obra que um leitor abre, é todo um universo que se revela.

11. MAIS QUE O OURO

12. TESOURO MUNDIAL

Manuscrita em pergaminho, a “Bíblia Hebraica” é uma das raras atribuível aos calígrafos de Lisboa. Datada da segunda metade do século XV, é raríssima, devendo haver apenas cerca de 20 exemplares em todo o mundo. A maior parte acabou queimada nas fogueiras da Inquisição.

13. SUBTERRÂNEOS À VISTA

Pela primeira vez, a totalidade do edifício da Joanina abre para visitas. A partir de 15 de novembro, com a exposição sobre os sócios portugueses da Royal Society of London, que em 2010 comemora 350 anos. Este piso, no subsolo, tem paredes com 2,10 metros de espessura.

O piso mais baixo da Joanina é a antiga prisão dos estudantes, que funcionou até 1832. Antes terá sido um antigo cárcere medieval do palácio real, construído sobre ruínas da zona muçulmana. Na exposição, uma cela deverá acolher um retrato do marquês de Pombal.

Publicado na Revista Única do Expresso de 16 de Outubro de 2010

14. CÁRCERE ACADÉMICO

1. RELÍQUIA VIVA

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