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IV Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura – Impressões do 1.º dia

Outubro 15, 2010

 

Sessão de abertura

 

Sala cheia, como habitualmente, e a presença da Sra. Ministra da Educação, «mãe» do PNL português.  Para além de Isabel Alçada, a sessão de abertura contou com Manuel Carmelo Rosa (Serviço de Bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian, Fernando Pinto do Amaral (Comissário do Plano Nacional de Leitura), Teresa Calçada (Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares) e Fabíola Abreu Afonso (Directora da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas).

Seguiu-se a muita aguardada (pelo menos por mim) conferência Antonio Rodríguez de las Heras (Director do Instituto de Cultura e Tecnologia da Universidade Carlos III, Madrid), subordinada ao tema “Nuevos lectores. Otra escritura”. Brilhante como sempre, mestre na utilização da metáfora, Rodríguez de las Heras levou-nos pelos novos universos do livro e da leitura, e alertou-nos para a necessidade de «inventar» novos livros para os novos leitores e novas formas de leitura. Fã confesso do ipad (do conceito, não da marca), De las Heras é talvez, na Europa a voz mais lúcida e desperta para os desafios que o mundo da leitura enfrenta e um dos paladinos da revolução cultural em curso. Para ele, foi o mais forte aplauso do dia.

 

Antonio Rodríguez de las Heras

 

Seguiu-se, após o intervalo, Alexandre Castro Caldas, Professor do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica, que nos trouxe os resultados da sua investigação nas neurociências sobre as transformações no cérebro resultantes da aprendizagem da leitura, no caso concreto, em idosos analfabetos. Uma prova de que a leitura tem também profundas implicações biológicas.

 

Homenagem a Matilde Rosa Araújo

 

Após o almoço, a sessão iniciou-se com a sentida homenagem a Matilde Rosa Araújo, por Leonor Riscado (Professora da E.S.E. de Coimbra)e as actrizes Lúcia Maria e Maria Leite, que recriaram um pouco do universo mágico da autora. Um dos momentos altos do dia.

Logo a seguir, João Batista Oliveira, Presidente do Instituto Alfa e Beto do Brasil, falou sobre políticas e práticas de alfabetização no Brasil, traçando um quadro negro que não deixa nada bem uma das maiores economias do mundo (e das que mais cresce).

 

João Batista Oliveira

 

Confesso que o painel “Livros, leituras e tecnologias” (com José Afonso Furtado, Director da Biblioteca de Arte da Fundação C. Gulbenkian, Isabel Coutinho, Jornalista do Jornal Público – Cyberescritas, Paulo Ferreira, Consultor Editorial da Booktailors, e com a moderação: Ana Sousa Dias – Agência Lusa) me desiludiu um pouco, com todos os participantes algo hesitantes em saltar para o habitáculo do bólide fórmula 1 (para usar a brilhante imagem de Antonio Rodríguez de las Heras na conferência da manhã). O próprio Afonso Furtado prevê um futuro de convivência de formatos no livro, o que sinceramente, atendendo à história, me parece muito pouco provável. E, já agora, não ouvi mesmo a Isabel Coutinho falar em portas que se fecham…

 

Painel “Livros, leituras e tecnologias”

 

Com muita pena minha, não pude assistir à apresentação do estudo “Como lêem e como deveriam ler as crianças portuguesas do 1.º ao 6.º ano” por Isabel Leite, Professora da Universidade de Évora.

Amanhã há mais.

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